Domingo, Fevereiro 27, 2005

agora em bh, estudando. andando de lotação e no começo, não perdido, mas por caminhos mais longos. moradia simples, uma mesa, uma cama e quatro cadeiras. sem pc. a rotina e a quebra nos fins de semana. adoro isso.
people are people,
just love or hate them.
love this.

Domingo, Fevereiro 13, 2005

A arte do Popular

O Popular não faz nada. O Popular, todos sabem que ele o é, mas não o conhecem. O Popular está perto e distante. Fala pouco, mas não se cala. Sempre é ouvido, mas nunca ouve. Tem as pessoas, mas as pessoas não o têm. Gostam do que ele gosta e fazem o que ele faz e até vestem o que ele veste. Todos riem de suas piadas, não pela graça, mas por serem contadas por ele. Um gesto do popular dirigido a alguém equilavale às honras de um rei, pois é claro, ele é "O Popular".
Existem os falsos e os quase populares, mas em cada reino só pode haver um "O Popular". Pode haver anexação de terras e súditos e, claro, títulos de poder tais como: popular capanga, popular conselheiro ou vice-popular(o mais perigoso, só esperando uma oportunidade para dar o golpe) pois, fora do reinado, não tem poder. O Popular sempre será popular, só precisa de novos súditos.
Tornar-se popular é fácil, difícil é manter-se como tal. Pergunta pra um dele. É trabalho duro, sem descanso. Vinte quatro horas sendo popular.
Como todo popular, ele pode ser destronado por outro (mais popular). Como só pode haver um, então o destronado passa a ser um "quase" popular, dono de um feudo por clemência do novo popular ou, quem sabe, um ex-popular destronado e humilhado, sem súditos, pois esses só são leais ao popular único, "O Popular".
Tudo deve ser bem calculado, para não ter um quase popular como inimigo, porque o popular, acima de tudo, tem que ser popular..
É claro, existem as tendências: "filho de popular é popularzinho", crescer, vira popular. Uma regra para seu matrimônio: popular só casa com popular ou então não se casa, por não achar alguém popular à sua altura. Porém, nada o impede de aproveitar de seus poderes: possui várias concubinas, casado ou não.
O Popular é um herói, possui dezenas de histórias fantásticas - como todos nós - porém as suas serão contadas e recontadas, pois ele é O Popular.
O Popular não se molha, não se ferra ou anda à pé. Ele tem carro ou carona. Todos gostam dele - mãe, pai, e às vezes até o irmão mais novo. Bem, nem todos. Existem aqueles que o odeiam, simplesmente, por ser ele "O Popular". E, claro, fingem que não.
Quando o Popular falece, ele não morre, vira lenda, com canção e tudo.
Ele não houve música: escuta; não lê livros: inspira-os; não ama: gosta e usa. Ele não sabe história, a faz.

O Popular não fala de si; outros perguntam por ele. Se o Popular odeia, nunca se sabe. O Popular não é bom ou mau, só faz sua parte de popular.
Tenho raiva do Popular, mas gostaria de ser como ele.

Quinta-feira, Fevereiro 10, 2005

algo que me aconteceu ainda por aquele país...
não existia espaço ou tempo, somente eu e eu. não sabia ou pensava, onde estava, estive ou estaria. se o tempo se movia em tão grande velocidade ou se encontrava estático, não pensava em teorias, sentimentos, pessoas, no Brasil ou na volta, tudo em branco, não pensava. não havia ódio ou amor, paz ou conflito, felicidade, tristeza ou desilusão, tudo ou o nada, simplismente não havia.

Sexta-feira, Fevereiro 04, 2005

e falamos o que queremos, mas nunca significamos.

Terça-feira, Fevereiro 01, 2005

sei lá, saudade ou falta do que fazer, talvez os dois. sei que aquela vida não volta, e nem queria mesmo. cada coisa no seu tempo, agora é mudança, muita, tanta que nem sei onde vou parar. melhor assim, esperar o futuro é esperar o inesperado, mais interessante. chato não é.