Quinta-feira, Outubro 28, 2004

ando cansado, de pessoas, da solidão, do mormaço, simplismente cansado. gostaria do ceticismo cético e de alguém para me salvar dele.
sou cético, mas o copo ainda pode ficar cheio, aqueles...

sabe que não existe amor, mas o espera, sabe que pessoas mentem, mas acretita, sabe que tudo isso que lutamos é por nada, mais ainda luta, sabe que a melhor parte da vida é a morte, mas ainda vive. não ia simplismente tirar minha vida, que os outros a façam! viro jornalista, textos comprometedores sabe? ou presidente, conserto o Brasil, ou tento, tipo de coisa que não avisa antes de você aparecer em um obituário do jornal do alguém que vai de roupão e cuaeca para apanha-lo e depois senta-se em sua poltrona favorita de frente à lareira, fuma seu cachimbo, bebe seu café e calça aqueles chinelos que o cachorro trouxe, lembre-se, o cachorro tem orelhas grandes, pernas curtas, corpo longo e malhado, marrom e branco. ele lê,(não o cachorro né!) "aquele cara que lutava por algo morreu hoje em um misterioso acidente". quem sabe eu viro um herói e sou lembrado pela hitória? milhares de pessoas vão ao meu túmulo e cantão imagine do John, tipo quando ele foi baleado, ou ao menos apareço na tv, não que me interesse, o importante é que o cara do jornal leu.
sei que não aconteceria.

Terça-feira, Outubro 26, 2004

is this life?
eat and shower,
sometimes pray?
is this right?
ask other, do same?
if it is, I want to be wrong.
this freak thing,
is just freaking me out.
but I’m not alone,
not anymore.
two sane in this insane world.
maybe, two insane in this sane world,
just maybe…

Domingo, Outubro 24, 2004

com cara de preocupado... depois que mudei pra nova casa só escrevi dois textos, e bem pequenos, resumidos... amanhã eu escrevo algo.

Sexta-feira, Outubro 22, 2004

quando chegar ao mil vou estourar uma champanhe... façam o mesmo...

Quinta-feira, Outubro 21, 2004

roubados...

Ocidente "oriental"

O Ocidente inventou a "solução". O Oriente inventou o Maktub, "tinha de ser assim".
O Ocidente quer "resolver” as coisas. O Oriente acha que a vingança é um prato que se come frio.
O Ocidente quer o “progresso”. O Oriente não sabe o que é isso.
O Ocidente fala em “liberdade”, em indivíduo. O Oriente são formigueiros pobres com um só rosto.
Para o Ocidente, a morte é a pior coisa. Para o Oriente, a morte é quase igual à vida.(...)

Arnaldo Jabor
-//-

“Con los días, así como el ruido del tránsito parece menor, así como el smog ya es un fumar involuntario, así como las preguntas insólitas parecen cada vez más normales, también el mensaje de las mezquitas se perderá en el aire y será posible dormir a las cuatro de la mañana. La costumbre es el mejor remedio contra el caos.”
Hernán Amijeiras
-//-
and I came, saw, and saw enough...

Terça-feira, Outubro 19, 2004

estes últimos dois meses vêm sendo os piores dos meus últimos dezenove anos, e nessa semana a má sorte veio com maior força. não sei o que fiz ou foi deixado de fazer, simplismente, o remexer e a vontade de não levantar se deve não mais à preguiça. o medo do amanhã, chegando a não desejar um novo dia. estou sozinho, mas não do jeito que gosto, sozinho em multidões, as quais não são pessoas e sim parte de um sistema ainda antigo e cercado por tabus. a razão anda escondida à tempos, e outros aparecem com seu disfarce e até afirmam de pés juntos, ser ela. mas eu já vivi em sua companhia, por pouco tempo, porém o bastante para conhece-la e reconhece-la.
assim vam seguindo os cinco mais longos meses da minha vida...

Domingo, Outubro 17, 2004

aquele lápis azul, de desenho mesmo, um movimento rápido, da mão ao pescoço, uns suspiros, os últimos, tentando segurar a vida.
mas não, não vale a pena. bem... vale, mais não é o suficiente. vingança, aquela lenta mesmo, aquecida nesse mormaço. seria tipo...
_ele caiu da escada, temos que leva-lo ao hospital, não há mais ninguém, sabe dirigir?
_não, é proibido pelo rotary.
ou...
_ele caiu da escada e cortou uma artéria(não se sabe onde), a única saída seria uma transfusão, mas o tipo sangüíneo b+ é muito raro aqui, só você o tem.
_desculpe mais eu tenho tatuagem.
ou...
_ele caiu da escada e quebrou o pescoço.
_eba!
mas como nada de bom me acontece, e se acontecesse, meu lado bom(puxa odeio esse lado!) ia dirigi-lo até o hospital ou doar até mesmo sangue que não pertence somente à ele. por via das dúvidas, que ele caia e quebre o pescoço.
quem é esse "ele"? digamos, alguém que me aprisionou por três meses e nem permitiu uma festa na saída.
_que você celebre lá, aqui vai sofrer.
bem, não foi exatamente o que foi dito, mais ações valem mais que palavras. estou assim, como ex-presidiário em condicional, mas sem ao menos assassina-lo.
mas eu sei que ele vai cair da escada... eu sei...

Terça-feira, Outubro 12, 2004

ando vivendo, pelo menos um pouco. é que nunca se sabe até parar de viver. é ter a tristeza pra reconhecer a felicidade ou comer salgado pra sentir o gosto do doce, se bem que meu menu é bem salino.
outro dia me perguntaram:
_qual é teu hobby?(hobby? h? dois "bs'? y? tá na cara que veiu daquele esnobe do terraço, pq não "róbi" ou então mais um significado, um complemento para "lazer".)
_vários.
_futebol?
_nem tanto, no esporte fico com natação(se bem que não é algo que eu possa chamar de lazer(róbi).
_gosta de que música? rock ou pop?
_mais opções?
_sertanejo?
_comunista ou capitalista?
_ateu ou devoto?
_loura ou morena?
as ruivas se foram? penso comigo.
_medicina ou direito?
_gato ou cachorro?
_branco ou preto?
_rótulo ou biografia?


p.s. mudei de casa por aqui, e net virou uma coisa rara... ou seja, testos ficaram mais raros...
p.s.s. nao escrevi escaco pois como podem ver o teclado ha de ser regulado novamente.


Domingo, Outubro 10, 2004

estou mudando, isso todo mundo tá, bem, nem todos. me refiro "de casa", não queria.
não, não é por ser próximo da família ou algo assim, na verdade o oposto, ter férias de família. não haverá lágrimas, um tchau e obrigado. Mas não queria mudar.

Sexta-feira, Outubro 08, 2004

para sair, aquela velha história.
_vai à onde?
_encontrar com uns amigos da uni, te falei ontem.
_vai de que?
_ankota.
_encontrar à onde?
_perto da universidade.
_vão à onde?
_em algum café por lá.
_quem são seus amigos?
_são da minha sala de nirmana na uni.
_ah! cê vai com seus amigos da uni.
_é.
com um pé fora de casa...
_gu!
_oi?
_sobre o dinheiro do rotary...
meia hora depois, e sem o dinheiro do rotary, do outro lado da rua em frente à casa, uma espera que durou mais quinze minutos, são quase seis.
ankota lotada, sentei no chão, no degrau da porta, depois de um tempo reparo num cara que parece com um amigo lá do Brasil, o henrique que era da minha sala, tinha cara de japonês, não que meu amigo tenha cara de comer com “pauzim”(hehe) de espeçura cúbica, mas ele se parecia com meu amigo.
_moço, vai pra onde? pergunta o motorista.
_perto da univercidade negri malang.
_não dá, to voltando pra casa, cê desce aqui.
_ftp folgado!!!_ isso em pt, vantagem de ninguém conhecer sua língua, principalmente aquelas palavras que você usa para qualificar motoristas folgados.
então enrolei, fiquei no furgão, só pra passar raiva, quando ele resolveu ir pulei do veículo que iniciava movimento e corri para outro asd que estava por perto, e por sorte.
pára, mais um passageiro sobe, que o japa ta fazendo aqui de novo? hehe, foi expulso também.
_opa._ ou algo assim falou ele.
não é todo dia que se vê um desses andando de microlete, será intercambista? será do japão mesmo? é que outra vez vi um que parecia gringo pelas bandas da casa de jogos que freqüento.
_cê é intercambista? do canadá?_ é que tinha ouvido falar que tinha um de lá, mas ele parecia, sei lá, francês, canadá tem muito desses, considerava uma suposição inteligente.
_não sou daqui mesmo, minha mãe é holandesa e meu pai árabe.
o pai dele devia ser muito bonito ou a mãe muito feia pra isso aconter, pensei.
decidi assim, por experiências, quando ele desser eu pergunto, cê é daqui? mesmo que o indonésio dele não parecia ser dos melhores, não ia arriscar.
desceu, desci.
_oi, tu é daqui?
_não, japão.
_sabia.
_e você?
_Brasil, tá aqui à quanto tempo?
_dois meses.
_sabe tenho uma amiga do japão, intercambista, você é também?
_não, qual é o nome dela?
_rumi.
_não conheço.
_claro, só tava comentando.
_tá indo pra onde?
_pra rua das unis, e você?
_pra um restaurante japonês.
_então tá, até mais.
_tchau.
por motivo da conversa acabei parando longe do meu destino, já eram seis e seis. vou pegar um atalho, pelos meus calculos aquele ali, que nunca tinha visto, acho por ser tão escuro, me daria tempo.
seis e dezesseis, tó perdido! continue andando, mais cedo ou mais tarde cê chega em algum lugar conhecido. foi bem mais tarde, lá pelas seis e quarenta e oito que descobri onde estava, bem longe. avistei minha uni, mas ainda estava longe, pelo menos tinha uma exposição de livros por lá, tinha uma desculpa para ligar pra casa se não conseguísse um transporte de volta pra casa, e ainda tinha uma lojinha improvisada de uma franquia americana de rosquinha, só pra distração, sabe? eles tem um sanduíche da hora. mas antes tinha que certificar se meus amigos ainda me esperavam no local combinado, ficava à frente, bem à frente... por lá, ninguém. volto pra exposição.
_ei, cês tão fechando?
_sim.
_não dá pra fazer um ice coffe pra mim não?
_não, aqui é só suco de laranja.
_tá, brigado.
ao menos voltei da exposição com os CDs que precisava pra gravar meus arquivos do pc dá minha casa atual, é que to mundando.
fui pro ponto.
_asd!!!_ p! nem parou! mas esse eu não perco, corri pra pegar ele do outro lado da rua enquanto ele fazia a volta, foi tipo naqueles filmes de perseguição, quando se pula na frente dos caros pra depois, o que eu faço?! entre buzinas e farois alcancei-a.
chegando em casa, sete e quarenta, fiquei do lado de fora até oito, horáio de ir rumo á casa ou sei lá a onde esses motoristas vão com suas ankotas,.nenhum asd deu as caras. aquele tinha sido o último.
bem, na verdade não fiquei vinte minutos de fora, mas tenho certeza que aquele fora o último. tenho certeza.

...no dia que o foi embora...

Quinta-feira, Outubro 07, 2004

ah! sinto falta de uma boa conversa... sabe, do prazer. algo além de se comunicar, falar da vida ou de qualquer outro algo, um algo que seja algo, sabe? algo que seja algo pra você. quer dizer, para mim.

Terça-feira, Outubro 05, 2004

nada como um canto pra da um pé na bunda da tristeza, o dia ia normal e tedioso até...
uns amigos(músicos) tocarem "mas que nada" em português(cantarem)! depois dei uma ajuda, junto à garota de ipanema. tudo isso aconteceu em amisterdã(restaurante aqui em malang).

Segunda-feira, Outubro 04, 2004

tava escutando rádio, olha o que achei...
chico buarque junto com o mussum, zacarias, dedé e didi cantando
meu caro barão, na estação do rodrigo barba.

Domingo, Outubro 03, 2004

mesmo esquema, sete e meia acordar, oito com sorte a água tá pronta. hoje fui pra surabaya, tava no maior sono, dormi a viagem toda.
acordei do lado de um cemitério(não tem nada de sinistro na história. bem... tem, mas é bem pior do que fantasmas ou gênero. acordei do lado de um cimitério como poderia acordar do lado de qualquer outra coisa, como de uma padaria) .
_gu! câmera.
mostrei a câmera que vinha trazendo.
andamos um pouco e chegamos à um túmulo.
_gu! foto.
tirei umas deles rezando, fazer o que, ela pediu...
de volta pro carro, rodamos mais...
o que! mais um cemitério!
_gu! câmera.
_tá aqui, mostrando a mochila.
parece que dessa vez não sabem onde é o túmulo, é não sabem...
dezessete minutos depois.
_gu! foto.
mais três disparos.
_gu! vamos.
acho que agora acabou, não é possível que vamos à outro.
bem, estava certo. não fomos, e sim à um casamento indonésio.
uma coisa que vocês devem saber, nestes casamentos é onde há o maior índice de suicídios de estrangeiros na indonésia, principalmente de brasileiros. detalhe, tava de bermuda e camiseta.
o esquema de sempre, cerimônia e depois todo mundo corre pra comer, as velhinhas furando fila, uma ali na frente limpando o nariz, mais uma furando fila, a qual não andava de jeito nenhum. depois de todos servidos, inclusive eu, comemos em pé, com sorte sem "ao som do teclado"(este é inexplicável e torturante). conversa tão animada que uma acaba cuspindo um pedaço de arroz no meu prato, aquele ali foi esperto, trouxe um pacotinho de kisuco de casa pra misturar na água, pois a coca esta com tanto gelo que que parece chá, pelo gosto e transparecente aparência.
_a comida não faz mal? apontando pro estomago(explicação, indonésio tem orgulho de comer nos lugares mais sujos e as comidas mais ingorduradas e "suja"(presta bem atenção, suja!) e a não passar mal, nesse caso ele se referia à pimenta).
_não doi? apontando pra boca(queria dizer não arde).
_não.
_tua boca não doi?!
_não.
virei pro meu irmão. _pq ele fica repetindo?
_não sei.
pular daquela janela ali na frente(terceiro andar) adianta? aquele calor e poluição do cemitério tava até bom... estava quase entrando pras estatísticas.
o cara vai embora.
_essa é a irmã da sobrinha da minha mãe.
_oi prazer em conhece-la.
_boa tarde. fala minha mãe(como um comprimento respeitoso aos mais velhos apresentados por ela, frase repetida ao total de cinco vezes no dia, sem múdança de tempo, intonação ou expressão facial, as cinco vezes iguais.)
_ essa é irmã do meu tio por parte de pai, boa tarde...
_essa é uma prima distante que fui descobri quando estudavamos juntas, boa tarde...
_esse é esposo da irmã da sobrinha da minha mãe, boa tarde...
_esse é meu irmão, boa...

_gu! câmera.
balancei a cabeça, sim.
_gu! foto.
da família toda.
já desesperado e sem esperança(só pra dar ênfase) não conseguiria aguentar muito mais, mais quinze minutos e estaria nos anais indonésios e é claro representado por números... deus achou que não era minha hora, mas me fez sofrer quatorze e alguns segundos.
_gu! vamos.

já tinha desistido da idéia de ir ao mall, a qual me trouxe aqui, casa já era um paraíso. mas fomos, digo, ao mall. depois de meia hora procurando vaga, encontramos uma no sexto andar. o mall tava lotado, razão era um show. por lá esteve tudo bem, comprei um caderno de anotações novo, pq o último acabara. comecei a escrever numa pilastra, mas não dava, fui procurar um café, um lugar barato.
_quanto é o ice coffe?
_nove mil rupiah.
barato, esse mesmo. escrevi enquanto ouvia uma destacável voz, não por vontade própria, como disse ouvia, não escutava. americano gosta de aparecer.
_a conta, por favor.
vinte mil e novecentos?! pq não tirei o fone na hora de perguntar o preço!!! era dezenove mais taxa. escrever em café só da prejuízo, coisa de escritor parisiense, para os quem pode, só gasto dinheiro com isso se este vier da literatura, vou ficar com a pilastra mesmo.
passei na loja da qual comprei minha câmera, a que me faliu. pelo menos a vendera ainda me reconhece.
na volta, uma passada na casa da mãe da minha mãe, periferia, a casa era cinza pela poluição e claro calor.
_bem vindo ao inferno. diz o diabo
_ue, mas isso aqui não tá tão ruim... da até pra fazer um churrasquinho no fim de semana, depois da esfolação. posso até usar o sal que sobrar pra temperar a carne.
_eu sei. queria que eu te mandasse pra um casamento em surabaya? não sou tão mau assim...

_bem, pelo menos não com "o teclado".



Sábado, Outubro 02, 2004

acorde ao meio dia, banho, de caneca mesmo, los hermanos como distração durante a espera.
coma, muito arroz, por ventura um pouco de peixe com escamas.
_vou ali.
_ali aonde?
_dar uma volta.
_volta que hora?
_às cinco.
_que motorista?
_não vou de ankota.
15 minutos depois...
gta vice city, uma hora.
_pode levar?
_pode. por favor, o cartucho de memória.
_já foi uma hora.
_mais uma.
onde está o cartucho de memória? nem pedem antes de tirar!
_por favor, o cartucho novamente.
dez, dois, doze mil e quinhentos.
agora um filme lá da locadora.
parar o filme no clímax, direto pra pizzria.
pizza apimentada, disfarce com queijo parmesão e muito molho, cuidado para não confundir o de pimenta com o de tomate.
duas horas de sinuca.
de volta à casa, final do filme, mais um.

p.s. isso pq não tive aula hj... o professor tava de libur. geralmente acordo às cinco e meia... oh vida!